Últimos temas das redações dos concursos da FCC


Redação - caderno com letra de mão - by Wesley Santos

Créditos da imagem: https://www.flickr.com/photos/thedeiwz/

Em um concurso público, a redação é determinante para a classificação ou  eliminação de um candidato. Por meio dela, a banca examinadora é capaz de analisar a articulação e a desenvoltura do concursando para argumentar sobre um tema genérico ou específico. É também uma forma de avaliar o domínio e aplicação correta do português.

A Fundação Carlos Chagas, como referência, em nível nacional, na realização de concursos públicos, tem um funcionamento pré-estabelecido para suas redações. Independentemente da temática, a FCC exige o cumprimento de algumas regras.

Olho no relógio!

A primeira dessas regras é o tempo. A duração média das provas da Fundação Carlos Chagas é de 4h. Esse horário pode ser estendido em alguns casos, como na prova para o cargo de Analista Judiciário – Área Apoio Especializado
Especialidade Psicologia, do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo
, que teve duração de 4h30.

O tempo disponibilizado, contudo, é para o candidato responder a todas as questões objetivas, preencher a folha de respostas e solucionar as questões discursivas ou a redação (com o rascunho e a transcrição, uma vez que a banca atribui nota zero às redações escritas à lápis).

Você está respondendo o que foi pedido?

Por mais que tenha planejado, no cursinho ou estudando em casa, um parágrafo incrível para iniciar a sua dissertação, ele não vai alcançar o objetivo sem adequação ao tema. Dessa forma, mais importante que um texto rebuscado, é ir direto ao assunto. Estamos falando de uma prova classificatória e eliminatória. Nesses casos, a falta de adequação ao tema ganha nota zero.

A FCC também apresenta, em alguns concursos, uma prova discursiva de estudo de caso. Nessa modalidade, não há um mínimo ou máximo de linhas. Contudo, vale se atentar que você deve escrever o suficiente para oferecer uma resposta completa e satisfatória sem ir além do que foi cobrado. É importante destacar que não são aceitos textos fragmentados, em tópicos ou versos.

Cuidado com o português

Já apontamos anteriormente, mas é importante reforçar. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa já está em pleno vigor e é exigido nos concursos públicos. Algumas coisas mudaram e você precisa ficar atento(a). O “microondas” agora é micro-ondas, o “Ultra-som” tornou-se ultrassom. Um engano pode tirar alguns pontos importantes. É bom entender o que mudou na nossa ortografia.

Se a ortografia faz diferença, só uma caligrafia adequada pode tornar seu texto compreensível. Portanto, saia da frente do computador e treine, escrevendo suas redações à mão. Esse é um passo importante também para a edição, uma vez que você aprenderá a organizar seu texto mais facilmente, já que não disporá do Ctrl+X, Ctrl+V para recortar e colar partes da sua redação.

Fique atento(a) aos principais temas

As redações da Fundação Carlos Chagas assemelham-se às provas de vestibular ou do ENEM. É apresentado um texto (na maioria dos casos de um autor reconhecido) e demandado um texto dissertativo-argumentativo. Ou seja, você precisa interpretar o material base e utilizar argumentos para corroborar ou refutar a ideia apresentada. É o que foi pedido no concurso para Analista Judiciário Área Judiciária Especialidade Oficial de Justiça Avaliador Federal, do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região.

Nas provas discursivas de estudo de caso, como o nome já indica, é apresentada uma situação e o candidato precisa responder como irá atuar. Uma informação importante: pesquise sobre o funcionamento do profissional que ocupa a vaga pretendida no órgão em que você está se candidatando. A prova para Analista Judiciário – Área Apoio Especializado Especialidade Comunicação Social, do Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região cobra uma dissertação acerca do trabalho de um analista de comunicação na gestão do departamento em uma autarquia pública. Ou seja, a banca irá verificar se você tem habilidade para atuar no cargo que busca.

Estude desde já!

Mesmo se não houver nenhum concurso do seu interesse homologado, já existe muito material de base para os seus estudos. Se você já tem alguma experiência em concursos públicos, sabe que, do momento da publicação do edital e do conteúdo programático à realização das provas, nem sempre há tempo suficiente para estudar adequadamente. E mais! Sempre pode surgir uma oportunidade inesperada.

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